2 anos

de sucesso no mundo do samba


10464387 553960804712929 845351967124944647 nA nutricionista ANA LÚCIA DA SILVA OLIVEIRA, 50, leonina,  também exerce muitos papéis em seu cotidiano. Ela também é yalorixá da comunidade-terreiro Ilê Axé Oyá, em Salvador, onde, seus filhos-de-santo a chamam de Mãe Daraunke. Também é militante do movimento feminista afrobrasileiro.

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DSCF1150É saber que somos descendentes dos primeiros seres humanos da Terra.
E, que, por si só, em nosso DNA, trazemos todas as grandes contradições do ser humano.
Que temos sentido de pertencimento com nossa cor.
Que entendemos as mudanças civilizacionais que ocorrem na Humanidade.
Que não podemos estar submetidos a tratamento desumano e degradante.

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barbie bahiana 2)A nova versão nacional das bonecas Barbie, dessa vez chamada “BARBIE BAIANA”, em homenagem às baianas – mulheres/símbolos da culinária africana nas ruas de Salvador e Rio de Janeiro – e integrantes de alas de baianas das escolas de samba carioca - , representa uma afirmação étnica.

Em outras palavras: o reconhecimento de fora de uma estética negra presente em diversas regiões do país. Outro fator é que essa nova versão da boneca fortalece o fato de existir famílias negras no país, bem estáveis, fato negado pelas ideologias raciais, em muitas ocasiões.

O novo formato da boneca mais vendida do mundo se baseou neste modelo  feminino devido à grande exposição  das baianas do acarajé e das escolas de samba na mídia de todo o mundo.

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Rodson Magalhaes LourenoPelo que se depreende do “Regulamento dos Desfiles das Escolas de Samba do Grupo Especial”, realmente a Liga das Escolas de Samba ( Liesa) , nos termos do estabelecido no artigo 3º., somente se responsabiliza com o aspecto envolvendo “ a direção artística dos desfiles”.
Verifica-se, ainda, que a “exclusividade” estabelecida pelo referido dispositivo, resulta do que consta no artigo 2º, do Regulamento, onde fica definido que tais responsabilidades são atribuídas à Riotur por força dos termos do contrato celebrado com a Liesa.

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BAIANA2001A esteticista GLÓRIA MARIA VENÂNCIO, 57, ex-coordenadora da ala de baianas da GRES Arrastão de Cascadura, se identifica de certa forma com o mundo rural. Assim, nesta época, junho/julho, aproveita para participar de festas de baianas em algumas escolas onde o tema é o mundo caipira.
Desse modo, ela só aguarda a realização da festa da GRES Rosas de Ouro, em Oswaldo Cruz,  zona norte do Rio de Janeiro. A fantasia lá será baseada no mundo das festas rurais, ou seja,  em homenagem a São João.

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Cida Donato-fotoDas baianas com seus tabuleiros nas ruas às baianas das escolas de samba. Este foi o percurso utilizado pela carnavalesca Cida Donato para escrever sua tese de doutorado em Poética pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), chamada “MÃE BAIANA, CORPO-LINGUAGEM: UM ESTUDO SOBRE O MITO NA CULTURA DO SAMBA DO RIO DE JANEIRO”, defendida em 2007. Cida, em seu trabalho, assegura que as baianas das escolas de samba estão enraizadas na  cultura brasileira e seus corpos representam o que mais original e instigante existe entre o passado e presente das culturas negras no Rio de Janeiro.

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VeradoAgbaraA atuação comunitária-cultural de Vera Maria Mendes, a Vera do Agbara, economista, ex-servidora do antigo Banco do estado da Guanabara (Banerj), professora de Matemática, falecidamente recente, em 22 de julho de 2011, permite a partir de sua trajetória como fundadora do bloco afro “Agbara Dudu” (Força Negra em yorubá), em 1982, em Cascadura, zona norte do Rio, diversas leituras sobre a mulher negra militante. Em primeiro lugar, ela e o bloco ao criarem eventos afrofestivos ( As Noites de Beleza Negra, por exemplo) os fundamentava dando-lhes caráter de combate racial.

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Em 1933, o então prefeito Pedro Ernesto através de decreto-lei, tornou a ala de baianas obrigatória nas escolas de samba. Na época, o samba se tornara na mais importante manifestação popular da cidade do Rio de Janeiro. As baianas, com suas fantasias específicas, cheia de acessórios simbólicos, empolgou Carmem Miranda que soube imitá-las muito bem em seus shows pelo mundo.

Desde 2000, as baianas da escolas vêm se queixando do peso da fantasia. Por que as escolas não discutem este item da pauta das baianas? Afinal, nesta ala histórica e tradicional das escolas de samba, em geral, as foliãs são pessoas de terceira idade, que necessitam ter seus corpos adaptados ao ritmo da escola e do desfile. E um destes reajustes mais pedidos é a redução do peso da fantasia.

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Na semana em que comemoramos o Dia Internacional da Mulher, é preciso destacar a importância da mulher negra em nossa cidade. Foram as baianas, que, na Saúde, no final do século 19, se tornaram as grandes festeiras da cidade. Criaram os ranchos que se tornaram, no século 20, em escolas de samba. Daí, o porquê da importância da ala de baianas para o Carnaval carioca.

Estas mulheres sustentaram a duras penas as famílias negras trabalhando como domésticas, pois, historicamente, o homem negro nunca teve trabalho formal, vivendo de pequenos biscates aqui e ali, enquanto suas mulheres tinham de certo modo um “emprego fixo”: as cozinhas das casas de classe média.

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História e memórias de baianas das escolas de samba