2 anos

de sucesso no mundo do samba


10464387 553960804712929 845351967124944647 nA nutricionista ANA LÚCIA DA SILVA OLIVEIRA, 50, leonina,  também exerce muitos papéis em seu cotidiano. Ela também é yalorixá da comunidade-terreiro Ilê Axé Oyá, em Salvador, onde, seus filhos-de-santo a chamam de Mãe Daraunke. Também é militante do movimento feminista afrobrasileiro.

Em Salvador, participou de manifestações antirracistas e de movimentos de visibilidade negra em shopping-centers. Residindo, atualmente, no Rio de Janeiro, ela quer fundar uma associação em defesa das baianas das escolas de samba. Ela deu a seguinte entrevista para o nosso site:

 

 ALA DE BAIANAS –Como foi essa escolha para vir morar no Rio de Janeiro?

 ANA LÚCIA- Eu carioca, nasci na Mangueira, mas aos 17 anos, fui morar em Salvador, pois, minha mãe é baiana, e voltou para lá...

 

ALA DE BAIANAS- E como foi ingresso na religiosidade africana?

 ANA LUCIA – Acabei me iniciando lá, sou de Yansã de Balé. Sou yalorixá há 10 anos. Minha casa, em Salvador, na Rua Eduardo Campos, 72, Boca do rio,  consta de um guia que levanta todas as casas religiosas afro em Salvador. Esse guia foi editado pelo Centro  Estudos Afro Orientais (CEAO).


ALA DE BAIANAS – Além de religiosidade, você trabalhou mais em quê?

 ANA LUCIA- Em Salvador, participei de muitas coisas. Participei de muitos atos contra ataques às religiões afro, organizei movimentos de mulheres suburbanas e fizemos desfile de surpresa em shopping-centers no Dia Internacional da Mulher Negra. Também fizemos movimento contra o racismo no Dia Internacional Contra Discriminação Racial.

 

ALA DE BAIANAS- E, em seu retorno ao Rio de Janeiro, o que você está fazendo?

ALA DE BAIANAS – Estou querendo fundar uma associação para as baianas das escolas de samba. Eu vejo que elas precisam de atenção. Precisam ter mais autoestima nas escolas de samba. Pretendo fazer seminários e  conferências enfocando a mulher de terceira idade. Fazer algo com mais gestão para este público feminino que é muito discriminado.

 

ALA DE BAIANAS- No Rio, você chegou a sair em alguma ala no carnaval?

ANA LUCIA – No carnaval passado, sai na ala de baianas da GRES Arranco do Engenho de Dentro. Eu gostei muito. Espero sair mais vezes. Acho que é importante estar ali, pois, é a única ala somente para mulheres.

História e memórias de baianas das escolas de samba