2 anos

de sucesso no mundo do samba

miles-lagrange-vicki webIgual aos pais de Michelle Obama - primeira dama dos Estados Unidos - que disseram que ela podia tudo se estudasse, Vicki Miles Lagrange, nunca esqueceu uma lição de casa: estudando você vai longe, alertaram seus pais, que eram professores.

Hoje, aos 56 anos, Vicki é um exemplo de superação dos obstáculos raciais: ela é a primeira juíza federal negra de Oklahoma, nos Estados Unidos, nomeada pelo ex-presidente Bill Clinton, em 1994.

Por este estado, também se tornou na primeira senadora negra estadual (1986-1993), derrotando um adversário com estava há 22 anos no cargo.

Educada em escolas negras sofisticadas (ensino médio no Vassar College e superior na University of Howard), ela esteve no Rio de Janeiro, em fins de julho passado( 2011), para participar de um congresso internacional de pedofilia e pornografia infantil, no Ministério Público Estadual.

No local, trocou experiências no combate a estes crimes com magistrados e promotores públicos brasileiros.

Ela é membra do American Bar Foundation (Organização dos Advogados dos Estados Unidos) e serve na Comissão de Oportunidades para Minorias da ABA (Organização dos Advogados Negros dos EUA). Atua também na Comissão de Oportunidades para Minorias na Advocacia dessa mesma entidade.

Veja trechos de sua entrevista

PEDOFILIA

Eu estou no Brasil por causa de um congresso internacional de combate a pedofilia e a pornografia infantil, que vem crescendo em todo o mundo. Este congresso acontecerá também nas cidades Brasília, São Paulo e Recife. Vamos discutir casos de pedofilia e abuso infantil. Eu ouvi falar que este problema também é grande no Brasil.

ESCOLAS SEGREGADAS

Eu nasci, em Oklahoma, que é um estado central, perto do Texas, um estado pequeno, agrário, rural. Meus pais eram professores de escolas públicas. Meus pais chegaram a concluir o mestrado nos anos 1950. Quando se aposentou, meu pai foi orientador de escola. Naquela época, as escolas eram muito segregadas. Houve, neste sentido, políticas de integração nas escolas públicas. No entanto, as melhores escolas eram as privadas. Meus pais resolveram me colocar na privada, pois, como professores, valorizavam a educação. Eles podiam pagar, mas não eram ricos. Na época, eu me lembro, um médico negro, entrou na justiça para quebrar a segregação, e venceu. As crianças negras e brancas passaram a estudar na mesma escola. No entanto, as melhores escolas eram privadas. Como todos queriam bom ensino para seus filhos, começou a florescer as escolas privadas, sem segregação, entre 1967-1968, época de grandes manifestações antiracistas nos Estados Unidos.

CARREIRA

Não fui eu, a carreira é que me escolheu... Foi nomeada juiz federal pelo presidente Bill Clinton em 1994.

CONSELHO DOS PAIS

Meus pais diziam: se você estudar, terá uma vida diferente, pois, poderá ser alguma coisa na vida. Não mais dependerá dos outros, nunca vai passar fome, poderá ter ambições mais fortes, e buscar outros valores de vida. Naquela época, pelos padrões de hoje, eu diria que meus pais eram pobres. Mas eu e minha irmã não nos sentíamos pobres devido à atenção que nossos pais nos davam. A educação era uma forma de vencer na vida. Minha irmã é contadora, tem mestrado, se tornou sócia de uma empresa de contadoria.

DISCRIMINAÇÃO

Eu 1964, uma lei norte-americana, proibia a discriminação tendo por base raça, gênero, origem ou nacionalidade no emprego. Se alguém se julgar discriminado no trabalho, em primeiro lugar, deve prestar queixa na Comissão de Oportunidades no Emprego, que analisa o caso. Assim, antes de chegar à justiça, o caso passa por uma avaliação prévia. A lei é bem clara neste aspecto. Também neste ano surgiu uma lei que garantiu o voto igual para todos, independente raça e gênero, foi um grande avanço nas relações de igualdade racial.

RELAÇÕES RACIAIS

Eu vou ficar feliz se algum dia a questão racial não medir as dimensões do ser humano, que a cor não seja critério de análise e julgamento das pessoas. Acho que a educação possibilita que as pessoas sejam tratadas iguais. As pessoas devem julgadas pelo seu caráter. Mas, acho que houve muito progresso nas relações raciais. Mas temo pelo preconceito. Tenho três filhos e eles não passaram pelo o que eu passei. Eu tenho muita esperança nos Estados Unidos. Temos que respeitar a diferença.

COTAS

Nos anos 1950, 1960 e 1970, houve muitos protestos contra o racismo, muita desobediência civil por parte da população que se sentia prejudicada. Os negros, naquele momento, nos EUA, não tinham privilégios de cidadania. Então, muitas leis foram criadas para acalmar a sociedade e reverter a desobediência civil, para responder às reivindicações das ruas. O congresso começou a ouvir voz da população e se falou nas cotas nos empregos públicos. Assim, na época, por exemplo, um cidadão norte-americano podia questionar o fato de uma faculdade de direito não ter negros em seus quadros. Assim, ingressava com um processo na justiça, questionando esta prática.

DISCRiMINAÇÃO INVERTIDA

Hoje, está acontecendo um novo fenômeno nos Estados Unidos em função da permanência das políticas compensatórias. Surgem diariamente muitas organizações que procuram brancos pelas ruas, querendo torná-los seus patronos nas causas. Isto porque acreditam que as políticas compensatórias nos Estados Unidos já foram suficientemente bem empregadas e que chegou a hora de acabar com esta política. Então, há muitos processos contestando as ações compensatórias. Chamamos isso de discriminação invertida.

OS OBAMA

Ela (Michelle) tem produzido um impacto incrível na sociedade norte-americana como há muito tempo não víamos. Trata-se de uma família jovem, que acredita na juventude, valorizam a família. Assim, a família é um signo importante do governo Obama. Famílias fortes constroem nações fortes. O presidente e a primeira dama foram bem educados, e isso reflete na sociedade norte-americana, passam valores familiares fortes. Tiveram forte formação universitária, Obama, por exemplo, chegou a ser editor da prestigiada revista de Direito de Harvard (universidade), cargo ultracobiçado. E poucos conseguem obter. Ele não foi eleito com voto negro, o negro é minoria nos Estados Unidos. Foi eleito pela nação norte-americana, foi eleito pela nação como um todo, uma das maiores votações da história nos EUA. Exprimiu assim uma grande liderança.

SENADORA

Sim, já ingressei na política. Em 1986/1993, foi senadora estadual pelo estado de Oklahoma. Venci no voto um adversário que estava há 22 anos no cargo. Fui, no meu estado, a primeira mulher negra a ser eleita senadora, e primeira juíza negra federal também do meu estado. Em vista disso, o senador David Boren, reitor da Universidade de Oklahoma, me indicou para o presidente Bill Clinton para ser procuradora federal. Fui também a primeira procuradora federal negra. Também o presidente Clinton me nomeou para integrante (cargo vitalício) do Conselho Federal dos Procuradores.

ESTUDOS

Estudei em Nova Iorque, numa universidade para mulheres negras, a Vassar College. Trata-se de um pré curso antes de ingressar no curso superior. Me formei lá em Ciências Políticas e Estudos Afrodescendentes. Depois, ingressei no curso de Direito de Universidade de Howard, em Washington, também negra. Estudei lá porque o juiz Marshall, o primeiro juiz negro da Suprema Corte, também estudou lá...Me inspirei nele. Depois, foi para Houston, no Texas. Lá, fui assessora especial de juiz federal, dava pareceres acadêmicos sobre leis. Depois de dois anos em Houston, me tornei procuradora do Departamento de Justiça, onde fazia estagio na área civil e criminal.

ATUAÇÃO

Nos anos 1970, fui a promotora de um caso sobre a reorganização de grupos nazistas nos Estados Unidos. Na época, essas pessoas eram muito velhas, muitas já devem te morrido. O caso chamou atenção da mídia. Trabalhei também no escritório federal de investigações especiais para analisar grampos com objetivo investigatório, isso é, os grampos permitidos por lei através do procurador geral de Justiça. Também trabalhei no Ministério Público estadual, foi procuradora de crimes sexuais durante quatro anos. Deixei o cargo para participar da campanha para o senado estadual de Oklahoma. No senado, fui presidente da Comissão de Justiça por cinco anos. Nesta época, um senador me indicou para ser Procuradora Geral. Nos EUA, existem 94 Ministérios Públicos Federais. Para ser procuradora federal, passei por uma extensa sabatina no senado e o FBI investigou minha vida de ponta a ponta.

Fonte: Questões Negras, no. 4, 2011.

Foto Dr Nilson BrunoPela segunda vez no comando da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, NILSON BRUNO FILHO, 49 anos, espera aumentar a participação do órgão no combate ao racismo. Em 28 de agosto passado – para relembrar os 50 anos da marcha dos negros em Washington,   organizada pelo pastor Martin Luther King (1929-1968) -, ele organizou a 1ª Marcha da Defensoria Pública contra Desigualdade Racial, com presença de lideranças negras, no auditório da casa que dirige. Recentemente, atendendo a queixas de líderes negros, e em acordo com os organizadores da “Fashion Rio”, estabeleceu a cota de 10% para modelos afrodescendentes neste evento de moda a partir de 2014.

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Nilo Peanha - Cópia

 

Ele foi o primeiro presidente negro da República.

Nilo Peçanha, nasceu, em Campos, no Rio de Janeiro, em 2 de outubro de 1867.

Era filho camponeses pobres.

Era mulato.

Isto lhe causou uma série de situações desconfortáveis.

Foi muitas vezes humilhado por ser afrodescendente.

Como Presidente da República, as fotos oficiais do líder político da nação eram retocadas para fazê-lo parecer dono de uma pele mais clara.

Leia mais: NILO PEÇANHA: PRIMEIRO PRESIDENTE NEGRO

Rio de JaneiroLançada, em outubro de 1934, há 80 anos, a marchinha “ Cidade Maravilhosa”, de André Filho, na voz de Aurora Miranda, alcançou relativo sucesso, que fez seu autor inscrevê-la no concurso de marchinhas do carnaval de 1935.

No entanto, “Cidade Maravilhosa” ficou em segundo lugar, pois, a vencedora fora “Coração Ingrato”, de Antonio Nassara e Erastótenes Frazão.


Mas a marchinha de André Filho não perdeu o rebolado.

De repente, as rádios e diversos cantores divulgaram e gravaram a marcha de louvação à cidade.

O Rio de Janeiro da época acabou se encantando pela "Cidade Maravilhosa".

Ela passou a ser tocada em todos os clubes, apesar de ter sido a segunda colocada no concurso de marchinhas.


E seu sucesso , não ficou somente, no Rio.

Diversas orquestras de outros países a incluíram no seu repertório e, com isso, o nome do Rio de Janeiro, passou a se internacionalizar como cidade vocacionada ao prazer, alegria e bem-estar.

Era a cidade de encantos mil.

Em 1960, após projeto de lei do vereador Salles Neto, a música passou
ser “marcha oficial” da cidade do Rio de Janeiro, e assim, se eternizou como obra simbólica da cidade, que, em 2014, comemora 80 anos da marcha de louvação.

CIDADE MARAVILHOSA

Cidade maravilhosa,
Cheia de encantos mil!
Cidade maravilhosa,
Coração do meu Brasil!
Cidade maravilhosa,
Cheia de encantos mil!
Cidade maravilhosa,
Coração do meu Brasil!
Berço do samba e das lindas canções
Que vivem n'alma da gente,
És o altar dos nossos corações
Que cantam alegremente.
Jardim florido de amor e saudade,
Terra que a todos seduz,
Que Deus te cubra de felicidade,
Ninho de sonho e de luz.


FONTE: Figuras e coisas da Música Popular Brasileira. Vol. I, Jota Efegê, MEC/FUNARTE, Rio de Janeiro, 1978.

Cidade do Samba-SadeA Cidade do Samba, construída, em 2006, pelo então prefeito Cesar Maia, na Saúde, na região conhecida como “Pequena África”, segundo  os projetistas, se apoiou dois conceitos básicos.
O primeiro, com o objetivo de se criar uma integração visual com a arquitetura dos armazéns do cais do porto e dos barracões das antigas oficinas de trem localizadas no terreno.

Assim, ao mesmo tempo em que se valoriza a imagem com o fortalecimento dos projetos de revitalização da área portuária, a arquitetura inglesa do início do século XIX, erguida em tijolo aparente, irá remete a Cidade do Samba aos princípios da produção industrial do início do século XX.

O segundo conceito seria o de somar o processo de fomentação da indústria do carnaval à indústria do turismo e do entretenimento. Na Cidade do Samba, os espaços para visitação, lazer e realização de atividades artísticas e culturais estão estruturados para a promoção de uma atividade anual ou  diária.

O segundo conceito seria o de somar o processo de fomentação da indústria do carnaval à indústria do turismo e do entretenimento.

Toda a estrutura fora projetada com o objetivo garantir qualidade, segurança e eficiência na montagem do carnaval carioca e de se criar, no Rio de Janeiro, uma atividade turística profissional e permanente.

Os 14 barracões de produção de materiais do carnaval ( carros alegóricos, fantasias, estandartes etc) têm, no primeiro piso, estrutura compartimentada para a realização dos serviços de serralheira, carpintaria, vidraçaria e borracheiro, estando todos os espaços interligados por depósito de materiais, almoxarifado vertical e monta carga. Ainda no primeiro piso, os barracões possuem recepção, loja, elevador, escadas de acesso, subestação elétrica.

O segundo piso é reservado para refeitório e vestiários.

O terceiro piso é reservado para as salas administrativas, salas de criação, de arte, sala de reunião, sala de direção de carnaval, guarda de fantasias, e salas de direção e da presidência da escola.

O quarto piso, com área aproximada de 2.700 m², recebe a montagem de adereços, esculturas de isopor, almoxarifado, com empastelamento, pintura e resina em ambientes separados dos demais, onde têm-se exaustão mecânica e filtragem de ar segundo as normas da ABNT.

Toda a edificação possui escadas de emergência, sistema contra incêndio, elevador, banheiros e monta carga vertical. Segundo os construtores, os andares atendem as normas de operação e as técnicas de exigência de segurança do Corpo de Bombeiros e da moderna engenharia civil.

Os barracões têm capacidade para a montagem de até 12 carros alegóricos, com pé direito de 12 metros, espaço para a colocação de mesas de montagem, circulação longitudinal e transversal livres e portas de emergência para escape.

Na parte externa, os barracões possuem uma passarela em toda a extensão do contorno dos prédios, de onde pode ser visto o interior dos barracões e serve de espaço para assistir aos desfiles técnicos das escolas.

A área de lazer tem bares, restaurantes, banheiros, palcos para shows, exposições de peças de carnaval e jardins com bancos, pergolados e duas enormes tendas para a exposição de carros alegóricos e realização de eventos.

Neste local há 14 galpões.

Atualmente funcionam como barracão para as 12 escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro.


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A Cidade do Samba, construída, em 2006, pelo então prefeito Cesar Maia, na Saúde, na região conhecida como “Pequena África”, segundo  os projetistas, se apoiou dois conceitos básicos.

O primeiro, com o objetivo de se criar uma integração visual com a arquitetura dos armazéns do cais do porto e dos barracões das antigas oficinas de trem localizadas no terreno.

Assim, ao mesmo tempo em que se valoriza a imagem com o fortalecimento dos projetos de revitalização da área portuária, a arquitetura inglesa do início do século XIX, erguida em tijolo aparente, irá remete a Cidade do Samba aos princípios da produção industrial do início do século XX.

O segundo conceito seria o de somar o processo de fomentação da indústria do carnaval à indústria do turismo e do entretenimento. Na Cidade do Samba, os espaços para visitação, lazer e realização de atividades artísticas e culturais estão estruturados para a promoção de uma atividade anual ou  diária.

O segundo conceito seria o de somar o processo de fomentação da indústria do carnaval à indústria do turismo e do entretenimento.

Toda a estrutura fora projetada com o objetivo garantir qualidade, segurança e eficiência na montagem do carnaval carioca e de se criar, no Rio de Janeiro, uma atividade turística profissional e permanente.

Os 14 barracões de produção de materiais do carnaval ( carros alegóricos, fantasias, estandartes etc) têm, no primeiro piso, estrutura compartimentada para a realização dos serviços de serralheira, carpintaria, vidraçaria e borracheiro, estando todos os espaços interligados por depósito de materiais, almoxarifado vertical e monta carga. Ainda no primeiro piso, os barracões possuem recepção, loja, elevador, escadas de acesso, subestação elétrica.

O segundo piso é reservado para refeitório e vestiários.

O terceiro piso é reservado para as salas administrativas, salas de criação, de arte, sala de reunião, sala de direção de carnaval, guarda de fantasias, e salas de direção e da presidência da escola.

O quarto piso, com área aproximada de 2.700 m², recebe a montagem de adereços, esculturas de isopor, almoxarifado, com empastelamento, pintura e resina em ambientes separados dos demais, onde têm-se exaustão mecânica e filtragem de ar segundo as normas da ABNT.

Toda a edificação possui escadas de emergência, sistema contra incêndio, elevador, banheiros e monta carga vertical. Segundo os construtores, os andares atendem as normas de operação e as técnicas de exigência de segurança do Corpo de Bombeiros e da moderna engenharia civil.

Os barracões têm capacidade para a montagem de até 12 carros alegóricos, com pé direito de 12 metros, espaço para a colocação de mesas de montagem, circulação longitudinal e transversal livres e portas de emergência para escape.

Na parte externa, os barracões possuem uma passarela em toda a extensão do contorno dos prédios, de onde pode ser visto o interior dos barracões e serve de espaço para assistir aos desfiles técnicos das escolas.

A área de lazer tem bares, restaurantes, banheiros, palcos para shows, exposições de peças de carnaval e jardins com bancos, pergolados e duas enormes tendas para a exposição de carros alegóricos e realização de eventos.

Neste local há 14 galpões.

Atualmente funcionam como barracão para as 12 escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro.

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