2 anos

de sucesso no mundo do samba

Nilo Peanha - Cópia

 

Ele foi o primeiro presidente negro da República.

Nilo Peçanha, nasceu, em Campos, no Rio de Janeiro, em 2 de outubro de 1867.

Era filho camponeses pobres.

Era mulato.

Isto lhe causou uma série de situações desconfortáveis.

Foi muitas vezes humilhado por ser afrodescendente.

Como Presidente da República, as fotos oficiais do líder político da nação eram retocadas para fazê-lo parecer dono de uma pele mais clara.

Antes de tomar posse como vice-presidente de Afonso Pena, em 1906, Nilo Peçanha passou por diversos outros cargos políticos e esteve presente nos momentos mais marcantes na nascente República no Brasil.

No exercício da função de presidente da República, no lugar de Afonso Pena, que faleceu após contrair uma pneumonia, Nilo Peçanha promoveu marcantes medidas para o país.

Criou o Serviço de Proteção ao Índio, seguindo sugestão daquele que seria o primeiro diretor da entidade, o tenente-coronel Cândido Rondon, e também introduziu o ensino técnico no Brasil.

Coube a Nilo Peçanha se empenhar na indicação de seu sucessor ao posto de Presidente da República. O indicado por Nilo Peçanha foi o militar gaúcho marechal Hermes da Fonseca. A campanha foi vitoriosa.

Foi descrito por diversos historiadores como mulato e frequentemente ridicularizado na imprensa em charges e anedotas que se referiam à cor da sua pele. Durante sua juventude, a elite branca de Campos dos Goytacazes classificava-o de "o mestiço de Morro do Coco”, onde nasceu, naquela cidade.

Em 1921, quando concorreu à presidência da República como candidato de oposição, cartas atribuídas falsamente ao candidato governista, Artur Bernardes, foram publicadas na imprensa. Causaram uma crise política, pois, insultavam o ex-presidente Marechal Hermes da Fonseca, representante dos militares, e também Nilo Peçanha, outro ex-presidente, que era xingado de mulato.

Gilberto Freyre, escrevendo sobre futebol, usou-o como paradigma do mulato que vence usando a malícia e escondendo o jogo mencionando que "o nosso estilo de jogar (…) exprime o mesmo mulatismo de que Nilo Peçanha foi até hoje a melhor afirmação na arte política".

Alberto da Costa e Silva diz que Nilo Peçanha foi apenas um dos quatro presidentes brasileiros que esconderam os seus ancestrais africanos, sendo os outros Campos Sales, Rodrigues Alves e Washington Luís.

Já o presidente ex- Fernando Henrique Cardoso confirmou ser descendente de uma escrava.
Abdias Nascimento afirma que, apesar de sua pele escura, Nilo Peçanha escondeu suas origens africanas e que seus descendentes e família sempre negaram que ele fosse mulato.
A biografia oficial escrita por um parente, Celso Peçanha, nada menciona sobre suas origens raciais, mas uma outra biografia posterior o faz. Portanto, alguns pesquisadores expressam dúvidas sobre se Nilo Peçanha era ou não mulato. Em qualquer caso, suas origens foram muito humildes: ele mesmo contava ter sido criado com "pão dormido e paçoca".

Terminou os estudos preliminares em sua cidade, no Colégio Pedro II. Estudou na Faculdade de Direito de São Paulo e depois na Faculdade do Recife, onde se formou.

Casou-se com Ana de Castro Belisário Soares de Sousa, conhecida como "Anita", descendente de aristocráticas e ricas famílias campistas. O casamento foi um escândalo social, pois a noiva teve que fugir de casa para poder se casar com um sujeito pobre e "mulato", embora político promissor.

Participou das campanhas abolicionista e republicana. Iniciou a carreira política ao ser eleito para a Assembleia Constituinte em 1890. Em 1903 foi eleito sucessivamente senador e presidente do estado do Rio de Janeiro, permanecendo no cargo até 1906 quando foi eleito vice-presidente de Afonso Pena.

Foi maçom e Grão-mestre ( autoridade máxima) do Grande Oriente do Brasil ( maior entidade maçônica ) de 23 de julho de 1917 a 24 de setembro de 1919, quando renunciou ao cargo.

História e memórias de baianas das escolas de samba