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de sucesso no mundo do samba

TiaEsterPaulodaPortelaEla teria sido batizada de Ester Maria de Jesus. Para alguns, era Ester Maria de Rodrigues. Ela era mulher de Euzébio Rocha. O casal saía no “Cordão Estrela Solitária”, de baliza e porta-estandarte. Ao chegarem a Oswaldo Cruz, na zona norte do Rio de Janeiro, no início do século XX, foram morar inicialmente na Rua Joaquim Teixeira, quando fundaram o bloco “Quem Fala de Nós Come Mosca”.

Este bloco teria sido precursor da Portela. As festas de Dona Ester eram famosas em Osvaldo Cruz e duravam dias. Vinha gente da cidade inteira, políticos, artistas e sambistas do Estácio, considerados os bambas da época.

A casa era uma espécie de casa da Tia Ciata da Praça Onze, onde o samba corria solto nos fundos, em Madureira. Dona Ester, por ter bom relacionamento com os políticos, tinha o seu bloco legalizado, com alvará e licença para não ser importunado pela polícia – que na época perseguia o samba.

O “Quem Fala de Nós Come Mosca” só desfilava em Oswaldo Cruz.

O batismo da GRES PORTELA teria sido realizado por Dona Esther que consagrou Nossa Senhora da Conceição (Oxum) como madrinha e São Sebastião (Oxóssi) como padrinho.

No entanto, alguns estudos põem Paulo da Portela como verdadeiro fundador da escola, auxiliado por dois portugueses. Hoje, Nossa Senhora da Conceição é a padroeira da escola, e São Sebastião é o santo protetor da bateria.

Todo dia 20 de janeiro a PORTELA sai às ruas em procissão a São Sebastião. Muitos afirmam que as características peculiares da bateria da PORTELA foram inspiradas nas batidas dos atabaques para Oxossi.

No entanto, a primeira sede da PORTELA foi na casa de PAULO DA PORTELA, na Barra Funda.A segunda, na Estrada do Portela nº 412, onde mais tarde foi construído o Bar do Nozinho. A terceira na Estrada do Portela, onde foi construído depois a Portelinha, e a quarta, na Rua Arruda Câmara que passou a se chamar Rua Clara Nunes (famosa portelense) após sua morte.

História e memórias de baianas das escolas de samba