2 anos

de sucesso no mundo do samba

Africas-Beija FlorA GRES Beija retorna ao enredo afro sete anos após conquistar o desfile na Marquês de Sapucaí com “Áfricas”, em 2007.
O nome do enredo de 2015 é “ Um griô conta a história: um olhar sobre a África e o despontar da Guine Equatorial. Caminhemos sobre a trilha de nossa felicidade”.
O que é interessante é que a Guiné Equatorial tem quase nada ver com o Brasil, pois, o fluxo do tráfico de escravos africanos se deu mais de Angola, Senegal, Congo e Nigéria para o Brasil.

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10608762 10201901878543270 8113602022385563323 oCom o enredo “Agora chegou a vez vou cantar, mulher da Mangueira, mulher brasileira em primeiro lugar”, a GRES Mangueira volta, no próximo carnaval, a fortalecer seus mitos e glórias como fizera, em 2011, quando homenageou seu grande compositor Nelson Cavaquinho.
Desse vez, está bem claro: mostrar a força, o desprendimento, a energia e a protagonismo da mulher mangueirense.

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CarlinaMariadeJesus1Em 1958, uma mulher negra, de 44 anos, alta, porte soberbo, cata restos de comida pelas ruas do Centro de São Paulo. O que colhe serve para alimentar seus filhos e outras crianças da favela.

Ela nem terminara  o curso primário. Nascera em Sacramento, em Minas Gerais, viera ainda adolescente como migrante para São Paulo, e na cidade acabou morando na favela do Canindé, hoje extinta.

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Zumbi-PraaOnzeO livro “Guia Patrimonial da Pequena África”, do jornalista e professor Carlos Nobre, Mestre em Ciências Penais pela Universidade Cândido Mendes(UCAM), editado pelo Centro Portal Cultural, patrocinado pela Petrobras, mapeia a contribuição africana na chamada “Pequena África” – bairros da zona portuária de grande influência africana- e também em outras regiões da cidade, ao identificar bustos, estátuas e monumentos que prestam homenagens a afrodescendentes brilhantes como Ismael Silva, Cartola, Machado de Assis, Lima Barreto, Carlos Gomes, Zumbi dos Palmares, João Cândido, entre outros. O livro será lançado, na Semana da Consciência Negra, em 15v novembro, às 14 horas, no Sesc de Madureira, Rua Ewbanck Câmara, 90, ao lado da estação ferroviária.

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10428491 10201515317119476 5160570282922941694 nEntre as Ruas Riachuelo e Gomes Freire, localiza-se o Bar do Gomes. Este botequim, muito antigo, nos fundos do salão, criou o Espaço Ismael Silva, uma homenagem ao grande fundador da GRES Estácio de Sá e primeiro compositor a definir o samba com sua estrutura rítmica seguida pelos demais sambistas dali por diante. Ismael, já maduro, deixou o Estácio e passou a morar num prédio da Gomes Freire. Costumava, assim, frequenta o bar, que resolveu, nos fundos, colocar 20 fotos e imagens do sambista, que vem chamando à atenção dos frequentadores. Célio Lins, um dos garçons diz que, em geral, os frequentadores tiram fotos tendo as  de  Ismael como cenário.  “ É muito gratificante ter Ismael como nosso patrono”, diz ele.

História e memórias de baianas das escolas de samba