2 anos

de sucesso no mundo do samba

10608762 10201901878543270 8113602022385563323 oCom o enredo “Agora chegou a vez vou cantar, mulher da Mangueira, mulher brasileira em primeiro lugar”, a GRES Mangueira volta, no próximo carnaval, a fortalecer seus mitos e glórias como fizera, em 2011, quando homenageou seu grande compositor Nelson Cavaquinho.
Desse vez, está bem claro: mostrar a força, o desprendimento, a energia e a protagonismo da mulher mangueirense.


Conversando com um mangueirense, ele me disse que uma das intenções é mostrar a importância de mulheres anônimas – que não chegaram ao pícaro da glória como Dona Zica e Dona Neuma- que mas foram fundamentais para consolidação da escola e da vida comunitária. Com certeza, um enredo forte, para balançar a avenida.
Vejam algumas mangueirenses importantes, que pouca gente conhece, exceto o pessoal do mundo do samba:

BENEDITA DE OLIVEIRA – Conhecida como Tia Fé. Jongueira, mãe de santo e líder comunitária dos primórdios da Mangueira. Teria nascido no bairro da Saúde e mudado para o morro. Criou blocos no morro que acabaram fortalecendo a criação da Mangueira.

DONA IRENE – Mãe de Lilico, reserva de Delegado como mestre-sala. Teve também ampla atuação comunitária e formadora de alas dentro da escola.

DONA LUCÍOLA- Era uma espécie de eminência parda dos idos dos anos 1920-1930. Era parteira e mãe-de-santo. Teria sido herdeira dos dotes de sua mãe, Dona Lucinda. Era de pouca de pouca conversa, incisiva, boa memória. Teve 14 filhos e 53 netos.

NININHA- Porta-bandeira cuja mãe era Maria Coador ou Maria dos Tomates

MARIA COADOR – Deu nome ao local morro da Mangueira por ser a mais notável moradora daquele pedaço. Ela era jongueira da localidade, mulher grande, forte, por acordar sempre antes do sol, cantando muito alto, era chamada despertador do morro.

DONA BELINHA – Certa vez, estava desesperada e fez uma promessa. “Iam desapropriar esta parte do morro e eu prometei a Santa Joana d’ Arc que se os homens deixassem a gente ficar, eu construía a Capela. Como vocês vêm, estamos aqui, nós e a Santa”, dissera ela nos anos 1980. A igreja tem dez metros quadrados, com torre, sino, altar, imagem de santa.

DONA CARMEM–Em sua tendinha, vendeu de tudo e com isso conseguiu que os três concluíssem o curso superior.

DONA PEQUETITA- Também dona uma famosa tendinha no início do anos 1930. Sua filha Guezinha se formou em Enfermagem.

TIA CECEIA - Filha de Saturnino Gonçalves, primeiro presidente da Mangueira, e irmã de Dona Neuma. Considerada outra baluarte do samba da Mangueira.

DONA LEA- Filha de Chico Porrão, era o bicheiro do morro e financiou a escola em seus primórdios.

NILCEMAR – Neta de Cartola e -presidente do Centro Cultural Cartola.

CHININHA- Neta de Saturnino Gonçalves e filha de Dona Neuma, chegou a presidir a Mangueira

TIA ZÉLIA – Uma das fundadoras da Velha Guarda da escola, já falecida. Uma das maiores animadoras culturais do morro.

TIA TOMASSIA – Também ligada ao pioneirismo da mulher nos primórdios da Mangueira, juntamente com Tia Fé.

 

História e memórias de baianas das escolas de samba