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de sucesso no mundo do samba

BlackJesus1No primeiro exemplar de Identidades fiz algumas perguntas sobre negros na Bíblia. Algumas pessoas ficaram curiosas e escreveram para perguntar “ quem eram”? Aqui está a resposta. O profeta com raízes africanas é Sofonias! O versículo 1, do capítulo 1,  o identifica pela sua família. O nome do pai dele é Cusi. Cusi significa “ O etíope”. Os “etíopes”   foram um povo importantíssimo durante várias épocas veterotestamentárias, e, no livro dos Atos dos Apóstolos, percebemos que o livro do profeta Isaías era lido dentre este povo.

Quero dizer que há vários motivos para entender que a Fé Judaica vivia há séculos na África e preparou o solo africano para receber as Boas Novas de Jesus Cristo bem antes da Europa. Por isso, o primeiro cristão não natural da Palestina foi um africano. A coisa marcante é como a Igreja ocidental se precipita na conclusão de que a cor da pele do etíope é uma coisa nova! Os hebreus e israelitas conviviam há milênios com africanos, até casaram e criaram filhos com eles; José e Moisés são dois exemplos bem óbvios. Então, o povo santo de Israel foi um povo de sangue africano com raízes culturais africanas, tão profundas quanto as raízes mesopotâmicas e quanto as raízes da Terra Santa. Isso nos leva a uma segunda pergunta. Por que o retrato de Jesus com cabelos loiros e olhos azuis é historicamente errado? Bem, o povo bíblico, o povo santo, era um povo  de origens afro-asiáticas ou cuxito-semítica. Na linguagem, na cultura, no comércio e na política,  se situa com os africanos e os babilônios e os assírios. Estes povos são povos negros ou marrons. Às vezes é colocado que os egípcios, de fato, não foram africanos. Isto é um absurdo! É importante lembrar que os egípcios, foram muitos povos.  Os faraós e suas dinastias provém de várias partes da África do Norte, além do vale do Nilo: Líbia e Etiópia entre outras regiões. Então, qualquer pessoa israelita judeu ou judia, na época bíblica, podia ser negra ou morena. Os europeus chegaram a participar da história sagrada bem mais tarde. Os filisteus (povos do mar) chegaram como inimigos que permaneciam contidos na costa meridional na Idade do ferro; somente no fim da época veterotestamentária chegaram os gregos; e, na época interotestamental, os romanos assumiram os territórios que anteriormente eram dominados pelos gregos. Nos três casos, a animosidade era grande e, antes dos escritos de Paulo, encontramos pouca abertura para laços familiares com estes povos de fora. Seria muito improvável que alguém da linha de Davi pudesse ser um desses povos claros.


O CRISTIANISMNO E O ETÍOPE

No mundo antigo e clássico, o povo negro era conhecido como etíopes antes de normalmente serem conhecidos como negros. O termo “etíope” não somente se referia aos habitantes daquela terra antiga, mas também aos povos de compleição escura ao redor de todo o globo. Homer e Herodotus afirmam que os habitantes do Sudão, Egito, Arábia, Palestina, Ásia Ocidental e Índia eram etíopes. Nesse capítulo, eu irei usar o termo “etíope” para me referir à terra e povo da Etiópia e no sentido genérico, como uma referência aos povos de pele escura em todos os lugares. O contexto irá determinar o uso. O propósito dessa seção é documentar a ligação étnica entre o povo do Etiópia e a fé judaico-cristã desde os dias do Velho Testamento até o nosso tempo presente. Os gregos usam o termo “etíope” para se referirem aos africanos que eram reconhecidos como um povo de “face queimada”.


AS RAÍZES BIBLICAS

A seguinte cadeia de eventos e os fatos usam as raízes bíblicas da fé judaica que alcançavam os etíopes bem cedo. Os judeus falasha etíopes, que vivem na Etiópia e Israel,  reivindicam a descendência direta de Abraão. A moderna nação de Israel tem fornecido aos mesmos a cidadania baseada em suas raízes judaicas. A maior parte dos etíopes traçam as suas raízes à rainha de Sabá e ao rei Salomão  e o alegado filho deles, Menelik. José se casou com uma mulher etíope (Gênesis 41:50-52), e os seus dois filhos (Manassés e Efraim) se tornaram líderes de tribos judaicas. Jethro, um etíope,  se converteu ao judaísmo por causa do testemunho de Moisés (Exodos 18: 1-12). Moisés se casou com uma mulher etíope (Números 12:1). De acordo com “The Bible Knowledge Commentary”, os israelitas não foram proibidos de se casarem com mulheres cusitas-etíopes (Exodos 34:11-16). Jeudi (Jeudi significa judeu), um secretario na corte do rei durante o tempo de Jeremias, era um descendente de Cusi/Etiópia (Jeremias 36:14, 21, 23). O nome do avô de Jeudi(Cusi) literalmente significa “preto”. De acordo com David Adamo, Phd (“Velho Testamento”, Baylor University), “ Cusi” se refere a uma pessoa de descendência africana. Sofonias, o profeta, era também um descendente de Cusi (Sofonias 1:1). Há diversas passagens no Velho Testamento que traça um relacionamento único entre Jeová e o povo etíope: “Não me sois, vós, ó filhos de Israel, como os filhos dos etíopes? (Amos 9:7). “Príncipes virão do Egito; a Etiópia cedo  estenderá para Deus as suas mãos” (Salmos 68:31) além dos rios da Etiópia, seus zelosos adoradores, que constituem a filha de meus dispersos, me trarão sacrifícios”(Sofonias 3:10).

“ E há de ser que naquele dia o Senhor tornará a pôr a sua mão para adquirir outra vez o remanescente do seu povo, que for deixado, da Assíria, e do Egito, e de Patros, e  da Etiópia, e de Ela, e de Sinai, e de Hamate, e das ilhas do mar”(Isaías 11:11).

No Novo Testamento, há ampla informação histórica e bíblica para afirmar que os magos (Mateus 2:1-12), que são frequentemente apresentados como etíopes são verdadeiramente. Alonzo Holy, um médico negro, escreveu um excelente livro intitulado “ God and the Negro(Deus e o Negro), no qual ele fala de Simão o Zelote como um apóstolo negro (Mateus 10:4). Afinal de contas, os cananitas eram descendentes de Cam. As raízes da mulher sirofenícia, cuja fé persistente levou à libertação da sua filha, pode ser traçada a Cam (Marcos 7: 24-30). Simão de Cirene ajudou Jesus a carregar a sua cruz (Mateus 15:21). Cirene era um país da África do Norte. Os cirênios repartiram o evangelho com os gregos, filhos de Jafé (Atos 11:20). O eunuco etíope estava lendo uma Bíblia judaica em uma província romana quando o Espírito do Senhor guiou um homem grego a pregar Jesus para ele (Atos 8:26-39). Apolo (Atos 18:24), um nativo da terra de Cam, foi um eloqüente pregador e líder na igreja Éfeso e em Corinto. Os países descendentes de Cam foram representados no Pentecostes (Atos 2:10-11). Simeão(Niger) e Lúcio de Cirene foram líderes na igreja de Antioquia da Síria (Atos 11:26). Strabo relatou que os sírios eram negros.  Foi na Antioquia da Síria que Lúcio e Simeão ordenaram e comissionaram o apóstolo Paulo para o ministério do evangelho (Atos 13:2,3). A tarefa de Paulo era levar o evangelho para a Europa.

O apóstolo Paulo, em um caso de erro de identidade, foi classificado de egípcio (Atos 21: 38). As raízes de Paulo podem ser traçadas à tribo de Benjamim (Filipenses 3:5). O dr. F.S. Rhodes traça a ancestralidade Benjamim a Quis (Ester 2:5), e afirma: “Sendo um descendente de um benjamita implica em que ele era da posterioridade do povo negro”. A referência do Dr. Rhodes era para Mordecai, que também era um descendente de Quis o Benjamita. Henry Morris, no seu comentário do Gênesis, compara Quis com Cuxe. A palavra “Quis” entra em cena na história mundial como uma antiga cidade da Mesopotâmia ocupada pelos cusitas. Essa evidência está longe de conclusiva, mas ninguém iria discutir sobre o fato de Paulo ser semita(pardo), oposto a Jafé, o que provavelmente explica o fato dele ser tomado erroneamente como egípcio.

AS RAÍZES CLÁSSICAS

É um fato indiscutível que o Cristianismo experimentou um estabelecimento inicial e frutífero na África do Norte, Egito e Etiópia. O Dr. W. A. Criswell sugere que as raízes da Igreja Copta na Etiópia pode ser traçadas à conversão do eunuco etíope (Atos 8:26-39). A Etiópia é o país cristão mais velho da face da terra. Até quando os seus vizinhos africanos frequentemente se convertiam ao Islamismo e religião do Oriente Médio, a Etiópia permanecia fiel ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó e seu Filho o Senhor Jesus Cristo. As igrejas do Norte da África  da Etiópia foram as igrejas líderes no segundo século.

Pelo menos nove dos 18 ou 20  líderes mais proeminentes no cristianismo pós Novo Testamento eram africanos. Eles incluíam Clemente, Orígenes, Tertuliano, Cipriano, Dionísio, Atanázio, Didimo, Agostinho e Cirilo. Agostinho é reconhecido como pai da teologia. Ele foi autor de muitos livros famosos, inclusive “ The City of God” e “ Confessions of St. Augustine”. Ele também foi o Bispo de Hipona, uma região no Norte da África. Orígenes nasceu em  Alexandria, no Egito. Ele entendia que as escrituras eram literalmente relevantes em cada situação; por essa razão, ele nãoBlackJesus2 possuía dois casacos ou usava sapatos, por causa das palavras de Jesus em Mateus (10:7-10). Ele era um prolífico escritor e poderoso pregador, e foi ordenado um presbítero na Palestina, por volta de 230 A.D. Tertuliano, nascido em Cartago, África, denominou e explicou a Trindade. Tertuliano foi um dos maiores apologistas da igreja iniciante. O povo de Cartago,  Norte da África, e Egito,  eram indiscutivelmente de compleição escura, antes da conquista dos árabes no século sétimo A.D. Antropólogos sustentam essa conclusão.

AS RAÍZES HISTÓRICAS MODERNAS

Na história americana, a grande tradição de famosos lideres e pensadores cristãos foi mantida por pessoas como Richard Allen, John Jaspir, Absolom Jones e Lott Carey. Richard  Allen foi o fundador da Igreja Episcopal Metodista Africana. John Jasper foi um dos bem conhecidos pregadores do seu tempo.  Lott Carey retornou à África como um missionário; uma convenção missionária denominada em sua honra existe hoje.

Os filhos da era moderna dos etíopes na América estão continuando a cumprir a profecia davidiana de que a Etiópia iria estender as suas mãos para Deus (Salmos 68:31). Alguns exemplos:

1. A National Baptist Convention, sob a liderança do Dr. T.J.Jemison, tem construído um sede mega moderna de doze milhões de dólares em Nashville, Tennesee. O dr. E.V. Hill prega para milhões, semanalmente, com o seu ministério nacional de T.V. em T.B.N.

2. O Dr. Anthony Vans, através do seu Ministério de Rádio Urbana, faz um impacto diariamente nas vidas de milhares de cristãos e não cristãos nas áreas urbanas. O Dr. J. Alfred Smith tem fortalecido pastores e igrejas por toda a América com seu prolífero ministério escrito.
3. O R. Sid Smith que serve como um consultor na Diretoria da Escola Dominical Batista do Sul, tem sido bem eficiente em ajudar as igrejas negras de toda nação a mudar as escolas dominicais, de orientação com professores para orientação de crescimento.

4. O Dr. C.A. Clarck e o Rev. Jerry Black, através dos seus ministérios de reavivamentos nacionais, viajam por toda a nação liderando congregações em renovação e reavivamento. Os evangélicos Randal Millr e Manuel Scott Jr.  servem com distinção como evangelistas de tempo integral. O Reverendo E.K. Bailey e o Dr. Joe Ratlit têm sido pioneiro e popularizou o conceito de quadro de funcionários nas igrejas negras e tem desenvolvido completamente programas de ministérios de igrejas.

5. Os pastores A.L. Patterson, Frederick Haynes e Maurice Watson fornecem modelos nacionais no âmbito da pregação expositaria. Larnel Harris e o Dr. Vernard Johnson têm feito impacto na nossa nação com os ministérios de música através de todo o país.

6. O pastor N.L. Robinson, da Igreja Batista Jardim das Oliveiras, em Arlinton, Texas; o pastor H. Beecher Hicks, da Igreja Batista Metropolitana,  em Washington, D.C.; e o pastor Charles Jackson,  da Igreja Batista Pleasant Grove, em Houston, Texas, têm levado as suas congregações a construírem dependências nas igrejas que podem ser descritas como “impressionantes”, monumentos e de imensa importância, e projetadas estruturalmente para ministrar para o homem integral.

7. O pastor Fred Price e o Centro Cristão Crenshaw têm regido um santuário de 10.000 lugares em Los Angeles, na Califórnia.

QUANDO EU VOU FALAR DE NEGRITUDE NA BÍBLIA

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu (...)- Peter T. Nash, Phd*.

Por isso, em primeiro lugar, preciso deixar claro que ninguém esta dizendo que os textos se preocupam com raça ou cor da pele. Nem está sendo colocado que o Evangelho dê preferência a uma “raça” em detrimento de outra. Os textos bíblicos se preocupam com o interagir de Deus com toda a criação; para nós o que é central é o interagir entre Deus e seres humanos. Com este fato que nos preocupamos quando lemos textos bíblicos, com as pessoas e como eles perceberam e entenderam as ações de Deus. Este fato implica, então, que tomamos conhecimento das culturas, das crenças, dos conhecimentos do povo envolvido nos textos veterotestamentários.

A conjuntura de como as personagens das histórias entenderam,  enfrentaram seu mundo, nos diz muito sobre sua percepção de si mesmas e do próprio Deus. Este é um pressuposto básico do método histórico-crítico ou simplesmente do estudo histórico de qualquer texto. No máximo, o que alcançaremos é nos inserir no mundo e cosmovisão dos atuantes antigos para melhor entender o que é que eles entenderam a fim de nos guiar em nossas tentativas de melhor entender a vontade de Deus em nossos tempos.

Isto nos leva a reconhecer que a própria cultura do povo bíblico tem a ver tanto com seu relacionamento, quanto com seu entendimento intelectual de quem era Deus. Também significa que a maneira pela qual o leitor moderno entende a cultura do Antigo Testamento, e depois do Novo Testamento, irá modificar como ele entende o seu próprio interagir anterior com Deus. Quando entendemos os israelitas como um povo mais ligado às culturas que vieram após eles, como as culturas grega e romana, ou então as européias, o povo israelita será entendido, conscientemente ou não, como um povo mais ocidentalizado e não bem diferente de hoje.  Por outro lado, quem entender os israelitas como um povo mais ligado com as culturas circundantes, anteriores às contemporâneas, terá uma outra visão deles, bem distinta.

Em nenhum dos casos é necessário perder o fio vermelho do interagir gracioso de Deus com a sua criação, dentre ela, os seres humanos. Acredito eu que o povo do Antigo Testamento foi um povo AFRO-asiático, talvez melhor, AFRO-Israelita. Como já expliquei, no artigo anterior desta série, os dados não apóiam um povo israelita de pele clara. De fato, muitas histórias guiam o leitor para a conclusão que África era a terra originária de vários acontecimentos e costumes do Antigo Testamento.


BlackJesus3Devemos falar em negritude na Bíblia quando:

1. ...Nos encontrarmos nas instituições acadêmicas. Uma discussão animada e franca é necessária para que se tenha uma academia honesta e viva que trabalha com os fatos como eles são. Talvez serão encontradas algumas outras explicações melhores, mas as faculdades de teologia não podem mais continuar fingindo perceber os buracos enormes na lógica que pressupõe um mundo veterotestamentário “clarinho”.

2....Pretendemos fazer uma prédica baseada numa boa exegese do texto e contexto das pessoas que vivem as histórias que são fundamento de nossa fé cristã: isto faz diferença, sim. Temos problemas no Brasil com as culturas dos povos de pele escura. Várias vezes este preconceito é enganosamente baseado na pressuposta separação rigorosa das “raças” no Antigo Testamento. Trechos tais como Esdras 10 são entendidos com justificativa para um afastamento de qualquer estrangeiro ou estranho. Mas lendo a Bíblia com um olhar sobre as uniões exogâmicas (casamento fora do grupo) podemos ver que não houve nenhum desprezo para com as pessoas de pele escura na Bíblia: o grande herói do Antigo Testamento  e fundador da fé israelita, Moisés, se casou com uma negra, uma africana etíope. José se casou com uma princesa africana de família sacerdotal no Egito. Sabendo disso, como podemos desprezar uma pessoa por causa de cor da sua pele ou causa de costumes ? Com certeza, isto não é o que nossas escrituras nos ensinam.

3...Quisermos entregar a Palavra de Deus em qualquer contexto que inclua afro-descendente, especialmente com aqueles e aquelas que já estão habituados a se sentir excluídos da história bíblica. Tantas vezes nossos pressupostos equivocados sobre a cara do povo bíblico nos levaram a pregar um evangelho que ataca os povos negros, ou simplesmente aquelas pessoas que parecem ser diferentes de nós, em vez de convidá-las a si reconhecer nas histórias bíblicas. A igreja ocidental, esquecendo que ela é apenas uma parte da igreja católica israelita numa forma branqueda, como se fosse uma pré história européia. A tarefa, então, é encarar o mundo bíblico com um olhar no sentido da África, em seu berço, em vez da Europa, seu filho adotivo.


QUANDO AO DEVEMOS...?

Existem pessoas que dirão que qualquer conversação sobre a etnia dos povos e dos indivíduos na história bíblica é uma ameaça ao evangelho. Entendo o medo dessa gente. Estas pessoas acreditam que as coisas estão tranqüilas com a proclamação do evangelho e não devemos mexer com questões polêmicas. Outras pessoas acham que discussões como estas fomentarão uma divisão desnecessária entre as pessoas que acham que a Bíblia “não tem cor” e aqueles que acham que “tem sim”. Mais ainda, aqueles que acham a Bíblia tem cor vão discordar sobre qual seria a sua cor. Além do fato do Antigo Testamento ter várias cores e culturas, sempre é importante lembrar que a “cor da Bíblia” é importante somente na medida em que ela nos ajuda perceber a profundidade do amor de Deus pela sua criação.

Quando a “cor da Bíblia” se torna um substituto do próprio evangelho, ela se torna um impedimento à proclamação e recepção das boas novas.

Também há pessoas que encontram-se tão sofridas com a forma “falsificada” do evangelho europeizado que elas gostariam de ter uma Bíblia totalmente negra e africana. Isto também não serve ao Evangelho. Cometer um erro assim seria a mesma ofensa que os europeus fizeram quando se inseriram nas imagens dos patriarcas e cristãos e cristãs primitivas.

*Pastor e teólogo metodista em São Paulo.

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