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 Ala11Em 1933, o então prefeito do Rio de Janeiro, Pedro Ernesto, através de decreto-lei criou a ala de baianas das escolas de samba, dando início a uma trajetória de prestígio, duração e emoção no carnaval carioca.

Devido a importância das baianas do acarajé nas ruas e das casas de santo do Rio Antigo – inicio do século XX-, Pedro Ernesto através deste decreto quis garantir uma tradição, ou seja, manter nas escolas a força inovadora da mulher negra nos festejos populares da cidade.

Neste sentido, ele tinha consciência que estes festejos exprimiam força/poder, pois, eram comandados ou incentivados pelas antigas “tias baianas”. Estas migraram de Salvador para o Rio de Janeiro, e aqui, estabeleceram diversas culturas afro.

Estas culturas por conseguinte estão presentes ainda hoje no cotidiano da cidade. No Largo da Carioca, hoje, podem ser encontradas vendedoras de acarajé, e também em outros pontos da cidade.

Indagamos: o que seria das agremiações afrocarnavalescas do início do século XX no Rio de Janeiro sem a presença das baianas? Então, as escolas de samba nasceram e se firmaram tendo como fundamento a ala de baianas, formada somente pelo feminino.

Ali, o homem não tinha vez. Trata-se de uma ala que exprime a ligação profunda da mulher negra com a vida, o carnaval, a festa e o envolvimento com as escolas como protagonistas de uma determinada cena na paisagem da cidade.

A ala de baianas reúne o feminino mais concreto das escolas. São mulheres que já vivenciaram momento fortes, brilhantes e dramáticos em suas vidas. Neste sentido, quando elas rodopiam no desfile parece exprimir uma sedução típica de suas entranhas. Acabam, assim, se  tornando “rainhas especiais” , pois, só elas conseguem rodopiar com arte, com aquela roupa especial, que formatam uma estética muito peculiar à mulher negra.

Neste sítio - que estamos apresentando para vocês - queremos homenagear estas mulheres especiais que tornam o desfile das escolas de samba diferente e charmoso, são elas que dão o tom na avenida. Assim, sinta-se à vontade, neste sítio, pois, irá encontrar, aqui, uma diversidade de tipos e situações que configuram uma ala de baianas.

AXÉ!


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